Escrito por Dr. Mussi A. de Lacerda
Com esse nome é nomeada a infestação de animais, por vermes do gênero Dirofilaria, que acomete principalmente o cão doméstico, o gato e várias espécies de animais silvestres.
Por habitar o coração e grandes vasos sanguíneos, a dirofilária causa obstrução à passagem do sangue, formando trombos e embolias, causando uma endocardite crônica. Quando localizados nas artérias pulmonares provocam sua dilatação. Em casos de infestação leve podem ser encontrados até 50 vermes adultos no interior do coração do animal parasitado. Em casos mais graves tal número poderá chegar a centenas.
Para compensar o problema, o coração terá que trabalhar mais e com mais força. Com o decorrer do tempo, haverá enfraquecimento do músculo cardíaco que irá dilatar-se. Em conseqüência disso, sinais de doença cardíaca como perda de peso, cansaço, tosse, dificuldade de respirar, falta de ânimo e abdômen grande, estarão presentes numa fase mais adiantada da doença.
Hospedeiro intermediário: Para atingirem completo desenvolvimento passam esses vermes em seu ciclo evolutivo por um hospedeiro intermediário, que pode ser ou um mosquito do gênero Culex, ou carrapatos (Rhipicephalus sanguineus), e possivelmente também pulgas do gênero Pulex.
O cão pode adquirir a dirofilária se for picado por um mosquito infectado, ou por um carrapato infectado ou ainda possivelmente por uma pulga infectada, conforme já visto acima. Os mosquitos, os carrapatos ou as pulgas por sua vez, infectam-se ao picar um cão que já tenha a doença. As formas infectantes do verme que os hospedeiros transportam e transmitem ao cão podem levar até seis meses para se desenvolverem em larvas adultas. O cão pode conviver com o verme durante anos sem apresentar qualquer sinal. Porém, quando esses sintomas aparecem, a doença já está avançada.
Sintomatologia: Tosse seca, respiração entrecortada, emagrecimento e perda do apetite, edemas e até ascite (presença de líquidos na cavidade abdominal). Durante a evolução clínica da enfermidade, poderá ocorrer febre, hematúria (sangue na urina), hiperemia pulmonar, hipertrofia hepática (aumento do fígado) e esplenomegalia (aumento de volume do baço), prurido, aparecimento de nódulos cutâneos, e até convulsões do tipo epileptiformes e mesmo paralisia da região posterior.
A melhor forma de se evitar a dirofilariose é fazer um esquema preventivo de tratamento. Para isso, existem drogas que matam as pequenas larvas que são passadas para o cão através da picada dos hospedeiros transmissores, impedindo que a doença se desenvolva. Alguns medicamentos de uso contínuo para controle de pulgas e vermes já possuem efeito contra as larvas jovens. O tratamento é simples, administrado por via oral.
Para o diagnóstico preciso existem exames específicos que detectam a presença de larvas jovens (microfilárias) na corrente sanguínea. É de suma importância que o diagnóstico seja feito antes do aparecimento dos sintomas clínicos, portanto se seu animalzinho freqüentou regiões litorâneas ou ainda silvestres e áreas de represas e beiras de rio, é importante comunicar o médico veterinário para que ele possa encaminhar os procedimentos necessários.
Para maiores informações sobre a doença, como prevenir, procure um bom profissional médico veterinário.
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Arca de Noé Centro Médico Veterinário
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