Estresse: a ocorrência em animais

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Da mesma forma de ocorrência na espécie humana, esse “estado” também pode afetar a vida dos animais.

Pode se manifestar de diversas maneiras, sempre em decorrência de situações de adversidade, como mudanças de ambiente, viagens, transporte, alterações na rotina da casa, introdução de um novo animal na casa, falecimento de pessoas da casa, solidão, entre outras; as manifestações podem ter causas comportamentais e/ou fisiológicas.

O campo emocional é o que mais sofre nessas condições e pode manifestar sintomas físicos como diarréias, vômitos, anorexia, lambedura das extremidades e automutilação, ou ainda sinais de alterações comportamentais, como agressividade, melancolia, tristeza, apatia e até perda de interesse por tudo que os cercam, até mesmo pela vida.

Para exemplificar algumas dessas condições desfavoráveis, podemos citar viagens, transporte de carro para banhos em pet shops, permanência em gaiolas nos pet shops antes e/ou após os procedimentos de estética; por melhor que possam ser tratados, essas situações de estresse podem desencadear diarréias e vômitos; nesses casos, é recomendável que o responsável pelo animal o acompanhe, tanto no transporte quanto durante o banho, pois assim sendo, o sentimento de abandono e insegurança não se fariam presentes.

Em outras espécies, como aves, peixes e répteis, o transporte também é grande causador de estresse, podendo levar até à morte. Essas espécies também se mostram muito sensíveis a mudanças ambientais, como alterações bruscas de temperatura, alimentação ou de ambiente. O transporte para estas espécies deve ser realizado com critérios e cuidados especiais, como manutenção de temperatura, oxigenação e acondicionamento ideal.

A ausência do dono, seja por motivo de afastamento por longo período em viagem ou por falecimento , pode levar a anorexia por vários dias, além da perda do interesse geral e apatia absoluta; há relatos de animais que chegaram a adoecer e até morrer, não respondendo ou tendo qualquer reação efetiva ao tratamento.

É de grande importância que quaisquer alterações, seja no campo físico ou comportamental, sejam corretamente identificadas; nem sempre sua ocorrência significará que o animal esteja estressado, uma vez que o estresse é um “estado” e não uma doença; para isso, o diagnóstico deve ser preciso.

Nessas condições, não deixe de procurar um profissional médico veterinário.

 

Médico Veterinário

CRMVSP 3065

Arca de Noé Centro Médico

Veterinário 24 horas

www.arcadenoehv.com.br

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