Coprofagia

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É o ato de comer fezes. Mais comum em cães e raro em gatos. Ocorre com relativa freqüência e as queixas são constantes por parte dos clientes que muitas vezes, em desespero, querem uma explicação, tratamento ou uma rápida solução para o problema que não é nada simples. Os estudos de coprofagia ainda não chegaram a uma resposta ou tratamento definitivo, podem ter diversas explicações.

Classificação segundo a origem das fezes

1. Cães que comem as próprias fezes

2. Cães que comem fezes de gatos

3. Cadelas recém paridas comem as fezes de seus filhotes

4. Cães que comem fezes humanas

5. Cães que comem fezes de animais herbívoros (comportamento comum de ser observado em carnívoros silvestres - exemplo as fezes de cavalos são uma grande fonte de produtos de digestão microbiológica, além de fornecerem nutrientes).

Causas

I – Clinicas - Deficiências metabólicas

1. Deficiência de enzimas digestivas

2. Síndrome de má absorção

3. Insuficiência pancreática (pancreatite crônica)

4. Verminoses e carências nutricionais

5. Alimentação com baixos níveis de proteínas e outros elementos

6. Dietas muito ricas em carboidratos e fibras

7. Doença inflamatória intestinal

8. Diabete Melito

9. Induzida por drogas (corticóides, barbitúricos) e outras que levam a polifagia (exacerbação do apetite)

10. Megaesôfago e/ou estenose esofágica (dilatação ou estreitamento de parte do esôfago)

11. Hipertireoidismo

II - Comportamentais

1. Ansiedade de separação. Cães deixados em casa sem companhia por um longo período podem exibir esse comportamento

2. Cães entediados que manipulam fezes como passatempo (brincadeiras ou comportamento lúdico)

3. Ansiedade devido a conflito ambiental. O estresse ambiental pode contribuir com este comportamento.

4. Cadelas recém paridas comem as fezes de seus filhotes, mantendo dessa forma, o ninho limpo.

5. Punições excessivas relacionadas a eliminações do cão, que podem comer as próprias fezes para evitar serem punidos pelos proprietários.

6. Vícios por razões comportamentais. Cães confinados ou presos são mais suscetíveis à coprofagia que aqueles que estão em companhia na maior parte do tempo.Os animais que recebem maior atenção dos donos, são levados para passear, recebem presentes (brinquedos) podem ter este comportamento aliviado.

7. Cães selvagens ao se alimentarem da caça, iniciam pela ingestão de vísceras abdominais, incluindo aí os intestinos e seu conteúdo. Daí as fezes não serem repugnantes para os cães.

Tratamento

É variável dependendo da causa.

1. Tratar as patologias quando confirmadas (endócrinas, pancreáticas ou gastroentéricas) e suspender qualquer droga que possa causar polifagia.

2. Corrigir deficiências dietéticas

3. Diminuir o acesso às fezes mediante a remoção imediata destas

4. Oferecer uma recompensa alimentar ao cão quando defeca e, com isso, contra condicioná-lo para esperar alimento em vez de procurar por fezes.

5. Borrifar substâncias de gosto/cheiro nocivos nas fezes; substâncias amargas e picantes como quinino e pimenta do reino.

6. Por fim, o aprendizado de aversão de gosto constitui outro método potencialmente eficaz - tratar as fezes com algum agente emético (que induz a náuseas e vômitos) que possua uma duração de curta ação - depois de algumas experiências de coprofagia, seguidas por episódios de náusea/mal-estar e até vômitos, o cão poderá aprender a evitar as fezes.

Para maior elucidação, acompanhamento e orientação profissional é recomendável que se procure um Médico Veterinário.

Médico Veterinário

Arca de Noé Hospital Veterinário

www.arcadenoehv.com.br
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