Escrito por Dr. Mussi A. de Lacerda
A Giardíase canina é mais uma das zoonoses (doenças que acometem tanto a espécie humana quanto outras espécies do reino animal) freqüentes no nosso meio, e é de suma importância o entendimento quanto aos cuidados, formas de transmissão e prevenção.
É uma das causas mais comuns de problemas intestinais em cães e seres humanos. É causada por um protozoário, Giárdia lamblia, que infecta o intestino delgado de cães e outros mamíferos, incluindo o homem. Muitos animais, incluindo os de estimação (como cães e gatos), também são infectados por Giardia, e podem tornar-se uma fonte da doença para humanos.
Os principais sintomas em cães são diarréias (às vezes de coloração escurecida, com ou sem a presença de muco, podendo ser sanguinolenta ou não, vômitos, inapetência, depressão e emagrecimento).
Uma vez instalada a doença, o animal pode ficar mais suscetível a outras enfermidades mais graves e até fatais, devido a fatores como desidratação, prostração e alterações no sistema imunológico.
A infecção ocorre quando o animal ingere o cisto (forma em que o protozoário se encontra nas fezes), seja através do contato com outros animais, seja pela água ou alimentos contaminados.
É importante lembrar que os seres humanos também podem desenvolver a doença, daí a necessidade de se tomar medidas de prevenção quanto à higiene, exames coproparasitológicos periódicos, além de programas anuais de vacinação dos cães, como ações fundamentais para a proteção de toda a família.
O controle está diretamente relacionado às boas práticas de higiene ambiental.
Os cistos de Giárdia sobrevivem no ambiente e, desta forma, são fonte de contaminação e principalmente reinfestação para os cães, sobretudo de canis.
A remoção imediata das fezes limitará a contaminação ambiental.
Os cistos são inativados pela maioria dos compostos de amônio quaternário, água sanitária, vapor e água fervente.
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