Os elementos musicais na musicoterapia

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Muito embora o trabalho do musicoterapeuta seja holístico, atingindo o ser humano como um todo, em sua atuação ele pode dar uma ênfase  maior a um ou mais elementos  musicais.

Assim a música é decomposta para que seja utilizado apenas um de seus elementos ou uma característica sonora.

Som é vibração e sua origem é sempre um movimento, que produz ondas sonoras que se propagam nos meios sólidos, líquido ou gasoso. Todos os sons têm as seguintes qualidades:

Intensidade:  está ligada à força empregada na emissão do som. Ela depende da amplitude do movimento e da noção de espaço. É a propriedade que determina a se o som é fraco ou forte.

Duração: é o tempo de percepção do som; o tempo que permanece audível para o ouvido humano.

Altura: fornece o tom, o elemento melódico. Depende do comprimento e da frequência da onda sonora. É a propriedade que identifica um som como mais grave ou agudo.

Timbre: é a identidade sonora de um som, e que nos permite distinguir se o som emitido é de um violão, de uma flauta, ou de uma voz humana. É a qualidade do som que permite reconhecer sua origem e depende da forma da onda.

Por outro lado temos também  à disposição para trabalharmos os elementos da música. Entre eles temos:

Ritmo: a palavra vem do grego rhythmos e significa o que flui, o que se move. Tudo o que existe e é vivo possui ritmo: a maré, as fases da lua, o ritmo cósmico, o metabolismo corporal, e a respiração, por exemplo. Segundo Platão, o ritmo é a ordem no movimento. É o elemento mais primitivo e dinâmico da música.

Melodia: é o conjunto de relações entre sons de alturas diferentes. A melodia pode aparecer na voz cantada, ou através de instrumentos musicais melódicos, como a flauta, a gaita, o saxofone, etc...

Harmonia: é o encadeamento, a sequência de acordes que podem ser consoantes ou dissonantes e que provocam a sensação de tensão ou relaxamento, de afastamento ou resolução.

Intervalo: consiste na relação entre dois tons de uma série e tem como consequência a melodia ou a harmonia.

Segundo Yehudi Menuhin, “A música cria ordem a partir do caos, pois o ritmo impõe unanimidade ao divergente, a melodia impõe continuidade ao descosido e a harmonia impõe compatibilidade ao incongruente.”

Musicoterapeuta, Terapeuta Corporal, Educadora Musical Visão Ampliada pela Antroposofia

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