Escrito por Silvia Lúcia Tarifa
Segundo as estatísticas, mais de 22 milhões de mulheres, em todo o mundo, apresentam incontinência urinária, sem falar na população de homens e crianças que também são portadores desse problema por inúmeras causas, entre as quais: as alterações anatomo-funcionais, as infecções e tumores do sistema urinário, os problemas endocrinológicos, alterações psicogênicas, efeitos colaterais medicamentosos, traumas pélvicos, obesidade, esforço físico e causas neurológicas.
Você costuma perder urina involuntariamente quando tosse, espirra, ri, ou realiza qualquer tipo de esforço físico maior, como levantar peso? Ou tem que correr para esvaziar a bexiga com rapidez porque não consegue segurar a urina por muito tempo? Pois saiba que chamamos a esse tipo de perda de “incontinência por esforço” e “incontinência de urgência”.
Saiba também que existem soluções eficazes e a curto prazo para correção desse problema tão incomodo na vida de pessoas dele portadoras.
De acordo com a Sociedade Internacional de Continência, a incontinência urinária é definida como “perda involuntária da urina, objetivamente demonstrável, causando um problema social e de higiene”. Pode ocorrer em qualquer período da vida, em homens, mulheres ou crianças, porém o risco aumenta com a idade e acomete 65% mais mulheres do que homens.
Inúmeras técnicas cirúrgicas foram desenvolvidas para o retorno da continência nos casos mais graves. Mas existem meios mais simples para resolução do problema nos casos de enfraquecimento da musculatura do assoalho pélvico por desuso da musculatura. Método relativamente novo no Brasil (mais ou menos 15 anos), a Reeducação Uroginecológica tem ajudado as pessoas a recuperarem as suas funções normais de continência, propiciando uma melhor qualidade de vida a nível familiar e social.
O tratamento é realizado por profissionais da área de Fisioterapia, com formação específica competente e, respaldo legal para essa modalidade terapêutica. Dentro de sua função de reabilitação e, das vantagens do tratamento preventivo, a fisioterapia abre um novo campo de trabalho, com excelentes resultados comprovados cientificamente, utilizando-se de métodos não invasivos, através de recursos manuais, exercícios progressivos, instrumentos, eletroestimulação através de eletrodos intracavitários ou de superfície e biofeedback.
Deixamos aqui algumas dicas de exercícios ativos, para mulheres que querem se utilizar do método a nível preventivo e também para as pessoas que já são portadoras da incontinência urinária nos casos de simples enfraquecimento da musculatura de períneo e vagina.
Os exercícios devem estar sendo praticados diariamente e, por aproximadamente 3 a 4 meses, da seguinte forma:
a) Exercícios de contrações rápidas (tipo batimentos) – 50 por dia.
b) Exercícios de contrair e manter, da seguinte forma: - 5 minutos mantendo a contração, 3 minutos relaxando, sendo 50 contrações pela manhã, 50 à tarde e 50 à noite.
Observação: O músculo a ser trabalhado é aquele que contraímos quando a necessidade de evacuação se faz eminente e ainda não chegamos ao banheiro.
Maiores informações colocamo-nos à disposição – Silvia Lúcia Tarifa, Rosângela dos Reis e Danna Gagliera Thomas Silano.
Fisitoterapeuta