Escrito por Charles Berbare
Em determinadas épocas do ano, são comuns as agressões que nós, seres humanos, provocamos em nosso organismo. Em geral, acabamos danificando de alguma forma uma das mais perfeitas máquinas criadas pela natureza.
O complexo biológico animal é quase sempre magnífico. Tem lá suas imperfeições, todavia, o homem na sua busca insaciável pelo conhecimento dá uma mãozinha para auxiliar a mãe natureza nas suas raras imperfeições.
Entretanto, é incrível como, rotineiramente, não damos tanta importância à essa fantástica e complexa criação divina.
Basta-nos uma pequena desculpa, e lá vamos nós, de muitas maneiras agredir o que de tão bonito é nos dado assim, gratuitamente; em tese, para os mais afortunados: a nossa saúde.
Deixando intencionalmente de lado os outros fatores como alimentação, repouso, qualidade de vida; vou persistentemente manter-me a um importante sentido humano, a audição.
Não é novidade afirmar que constantemente agredimos nosso delicado e complexo aparelho auditivo; desta feita, vou falar sobre o carnaval.
Freqüentemente, observei pais orgulhosos expondo seus pimpolhos (maravilhosamente fantasiados) a uma agressão incrivelmente voraz aos seus imaturos ouvidinhos. Nas matinês carnavalescas, milhares de crianças foram colocadas frente a uma incrível fonte de prejuízo para a audição.
O barulho provocado pelas caixas de som altera intensamente o equilíbrio do nosso aparelho auditivo. Imagine o impacto provocado em um organismo ainda em formação.
Sem qualquer cuidado, acredito até que por falta de maiores informações, essas crianças tiveram a sua audição extremamente agredida. É muito importante alertar aos pais, que menores de cinco anos, não devem estar em confronto com tamanha carga de impacto. A intensidade e o tempo de exposição são fatores importantes, que causam muitos danos que danificam o aparelho auditivo. Alterações no comportamento, como irritabilidade, falta de apetite, dificuldade em dormir, choro constante, são respostas imediatas que a criança dá aos seus pais quando seu organismo se coloca em posição de defesa.
Vale também a orientação de que até nas reuniões cotidianas, as crianças devem ser privadas da constante exposição ao ruído. Idades que variam entre 5 e 12 anos, também merecem uma atenção especial dos pais. Faz-se necessária a adoção de medidas simples, como controlar o tempo em que nossos filhos estarão expostos aos constantes níveis elevados de ruído. Uma pausa de 30 minutos a cada hora de confronto, já é uma boa maneira de amenizar os efeitos nocivos da agressão provocada pelo barulho intenso.
Até para nós mesmos, adultos, medidas simples devem fazer parte da nossa cultura de prevenção para que possamos ter um envelhecimento com muita qualidade de vida.
Da mesma maneira que devemos cuidar da nossa alimentação; higiene e tudo mais, estarmos atento ao bem estar dos nossos sentidos, é um bom sinal de inteligência.
Biomédico e Administrador de Empresas