Escrito por Julieta Taranto
A chuva cai mansinha de madrugada
Ouço-a batendo na minha janela.
Vem tão suave, límpida e musicada
Que me acalenta em sonhos e me enleva.
Deixo-me levar pelas minhas fantasias.
Ao ouvir a chuva mansa, horas de sono perco.
Perdendo horas, vivendo os passados dias
Entre as saudades de que afim me acerco
Sentimentos pela vivência sentida
Outrora ardentes, belos e risonhos
Duma vida feliz, duma vida vivida,
Hoje tão distantes, apenas sonhos.
Fiquei acordada ouvindo os acordes divinos
Do cair da chuva benéfica e mansa.
Recordei momentos sutis, tão cristalinos
Andei caminhos, vivi amores, minhas lembranças...
CPERP – Casa do Poeta e do Escritor de Ribeirão Preto