Escrito por Ligia Diniz Donega
O estresse pode produzir mudanças em tratos, sistema endócrino, glândulas de secreção interna e um grande número de sistemas, sendo o cardiovascular o mais afetado. Grande número dessas mudanças ocorre lentamente e muitas vezes são imperceptíveis para a pessoa. Por isso o estresse é chamado de “O assassino endógeno silencioso”.
A maioria das pessoas que sofre de estresse, principalmente o crônico, não tem tempo nem sensibilidade suficiente para observar os pequenos sinais e sintomas que se manifestam, principalmente na fase inicial:
1. Uma sensação de dureza, rigidez ou apertamento nos músculos da região peitoral no lado esquerdo.
2. Dor ou uma sensação de amortecimento no braço do lado esquerdo.
3. Dificuldades respiratórias, uma sensação de que falta oxigênio.
4. Dificuldade na concentração.
5. Irritabilidade ocasional.
6. Espasmo muscular e dor referida para áreas anatômicas adjacentes, inclusive ombro, braço esquerdo, maxilares e pescoço.
Uma das respostas mais conhecidas ao estresse é a hipertensão, que muitas vezes vem acompanhada de outros distúrbios cardíacos, como o infarto. O fator mais importante é a secreção crônica ou aguda de adrenalina e noradrenalina. Elas produzem efeitos destrutivos sobre as fibras de miocárdio.
As complicações cardiovasculares que podem surgir como parte de reações a situações estressantes são:
1. Pressão arterial alta (de forma permanente).
2. Injúria sobre as paredes vasculares.
3. Aterosclerose.
4. Coagulação sangüínea acelerada.
5. Rompimento das fibras musculares cardíacas.
6. Distúrbios no ritmo cardíaco.
7. Ataque cardíaco.
8. Derrame cerebral.
9. Morte súbita.
Indivíduos submetidos a um grande número de situações estressantes na vida, apresentam maior risco de sofrer colapso físico e mental. Tanto as situações estressantes passadas como as atuais devem ser consideradas como significantes no desencadeamento do colapso físico e mental, que pode dar como resultado doenças em diversos sistemas e estruturas.
O corpo entra em colapso quando todas as tentativas dos sistemas para resistir ao estresse fracassaram. Dessa maneira, o aparecimento da doença pode também ser definido como uma quebra na resistência.
Massoterapeuta