Escrito por G.E.M.A. – Grupo de Estudos de Metafísica Aplicada
Tipos de Símbolos
Existe uma grande variedade de símbolos e podemos escolher amplamente de acordo com nossas preferências e propósitos. Os principais tipos e grupos de símbolos são os seguintes: naturais (céu, terra, água, fogo, montanhas, etc...), humanos, mitológicos, imaginativos, abstratos (números, formas geométricas, cores, etc...) e técnicos. Existem também os de caráter individual ou pessoal, que surgem espontaneamente, como os que aparecem em sonhos, os que podem ser evocados por meio de desenhos espontâneos e outras técnicas.
Depois de se ter praticado com imagens individuais estáticas, podemos passar a etapa mais difícil de visualizar um processo: um objetivo ou uma cena que muda e se desenvolve. Um dos exemplos mais simples consiste em visualizar um botão de flor fechado e “ver” como se abre lentamente.
Outro procedimento para criar imagens consiste em invocar os que os psicólogos denominam “imagens” de outros sentidos, como o ouvido, o olfato e o tato. A palavra “imagem” pode parecer injustificada aqui, mas impressões como sons, odores e outros que tais são de verdade imagens evocadas subjetivamente, quer dizer, sem o estímulo do objeto correspondente que as produzem.
Podemos empregar muitas outras imagens, símbolos ou correntes de imagens; uma técnica de especial valor é imaginar que possuímos certa qualidade ou qualidades que necessitamos adquirir. Primeiramente podemos representar uma imagem estática de nós mesmos como possuindo a qualidade desejada e logo podemos estendê-la à visualização de nós mesmos, atuando em determinadas situações utilizando a qualidade ou qualidades que queremos desenvolver em nós. Porém devemos compreender claramente que este exercício não é um fim nele mesmo; se nos limitarmos a obter exclusivamente este resultado provavelmente nos afastaremos de nosso objetivo e converteremos a imagem idealizada, em uma nova evasão ou substituto do esforço pessoal. Portanto, não devemos pôr nossas esperanças passivamente na imagem que estamos evocando, mas há de se considerar isto como um projeto ou plano, que nos ajudará a concretizar a imagem em uma realidade. De fato, pode ser comparada com a visão e o esquema interno que um escultor deve ter da figura que está por reproduzir.
O modelo ideal pode ser visualizado de diferentes maneiras. Podemos fazer com que o modelo represente a meta final ou evocar etapas prévias, visualizando uma qualidade ou situação por vez, chegando assim gradualmente ao todo perfeito. Este último é o método mais fácil e eficaz de trabalho, que contraria qualquer tendência a negar a realidade, substituindo-a por algo puramente idealista.
Sem dúvida, não devemos aplicar a outros este método, senão com o máximo cuidado, pois pode causar danos, especialmente quando os pais projetam mais ou menos conscientemente sobre seus filhos, a imagem do que eles crêem que devem ser. (Esta é freqüentemente uma imagem idealizada do que os pais não puderam ser). Tais imagens raras vezes correspondem às verdadeiras possibilidades ou ao correto desenvolvimento de uma criança, na qual, ela se rebela com justa razão ou se vê forçada a aceitar um papel inadequado que pode acarretar graves conseqüências, e muitos transtornos psicológicos.
Imagens Simbólicas
A diferença entre imagens simbólicas e imagens comuns consiste em que as primeiras têm um significado especial; uma imagem simbólica ou símbolo, apesar de seu “valor intrínseco”, representa uma idéia ou verdade que é abstrata e, portanto, necessita de uma “formulação” para ser expressa, para que nós possamos compreendê-la e comunicá-la a outros.
Muitas imagens podem ser usadas em sua forma puramente objetiva ou podem ser empregadas para transmitir um significado simbólico. Um exemplo delas é a imagem de uma montanha. Aquele que possui uma mente puramente objetiva, quando visualiza uma montanha, só vê sua forma e beleza externas, mas quem compreende seu significado simbólico mais profundo verá também a montanha como via de acesso a níveis superiores, em cujo cimo se percebem amplos panoramas, e compreenderá a analogia que existe com a vida interior, e o desejo de ascender a níveis superiores de consciência; esta imagem, pois, tem um efeito espiritual elevador. As montanhas são um claro exemplo do valor dos símbolos. Têm sido utilizadas em muitas religiões e, através das épocas, os seres humanos as têm associado com a inspiração e o retiro a “lugares elevados”.