Meditação para nossa época – Elementos para a expressão

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O efeito natural e correto da meditação é a atividade interna e externa. Neste artigo nos ocuparemos da ação externa. Realizamos a ação externa em todo momento. Sem refletir nisto, involuntariamente ou não, freqüentemente às cegas, e cometendo todo tipo de erros.

A ação é óbvia e simples, contudo, a ação correta é muito difícil. Devemos recordar sempre que a ação humana pode ser tão construtiva e benéfica como fútil, carente de significado, daninha e destrutiva. Daí a necessidade de compreender a grande responsabilidade em que isto implica. Para tanto, consideramos detalhadamente as características da correta e eficaz ação: a ação “perfeita”.

O primeiro incentivo ou fonte de ação é, ou deveria ser, a vontade. Vontade diante de todo propósito e motivo, e depois orientação. Por conseguinte, a voluntariedade deve ser a fonte da ação e a energia inerente em todo o processo da atividade. Motivo implica escolha: devemos eleger o bom, o que significa que nos há de impulsionar a vontade ao bem, aspecto dinâmico do amor.

O pensamento deve seguir a vontade e ele possibilita um inteligente, ou melhor, dizendo, um sábio planejamento. Uma boa execução requer planejamento cuidadoso ou formulação de um programa claro. Isto constitui a quarta etapa da vontade, porém não é necessário dar instruções especiais sobre este ponto, já que é evidente e na atualidade reconhecido amplamente. Manifesta-se na forma pelas quais os governos e grandes organizações levam a cabo seus propósitos mediante planos trienais, quadrienais e setenais. Analogamente o planejamento é necessário para propósitos espirituais e para todo esforço de preparação para estes novos tempos, porque o efeito de qualquer ação depende primariamente da qualidade da causa que a originou. Para ter êxito é necessária a meditação reflexiva, e seu valor surge como meio imprescindível de preparação para realizar uma ação externa construtiva.

O terceiro elemento é o sentimento, particularmente na forma de amor. Devemos sentir que nossa ação é correta, valorizar nosso objetivo e ainda amá-lo. Desta maneira poderemos dirigir o enorme potencial do sentimento até um propósito útil.

Se transmutada e dirigida corretamente, a poderosa força de nossos impulsos pode agregar um forte ímpeto para a ação. Isto sempre foi sabido e suspeitado e tem sido mais ou menos aplicado em forma consciente, porém a psicologia moderna está investigando cuidadosamente e desenvolvendo uma “psicodinâmica” científica. Apresenta já técnicas eficazes que se aplicam cada dia com maior eficácia na psicoterapia e na educação, podendo ser auto-aplicadas.

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