Para capitalizarmos a energia do pensamento

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Para falar sobre pensamento positivo e de seu valor em nosso cotidiano, tenho que tomar emprestados conceitos e afirmações da física, sobretudo do eletromagnetismo.

No início do século XIX, o físico Inglês Michael Faraday, após exaustivos experimentos, apresenta ao mundo o “conceito de campo”, posteriormente expandido por Maxwell.

Esse conceito é facilmente entendido, pois, embora sendo algo invisível, faz parte do nosso dia-a-dia, e estamos em meio a campos eletromagnéticos, como os gerados pelos celulares, as ondas de rádio, TV, nos  exames por imagem como a ressonância magnética, o campo magnético da Terra, incessantemente atuante, em decorrência de seus fenômenos geofísicos.

Ah, a luz, estes pacotes de energia chamados fótons, que utilizamos rotineiramente. Estamos permeados pelo eletromagnetismo, queiramos ou não.

O conceito de campo de Faraday, nada mais era que a constatação de que temos um “campo de força” que extrapola a matéria de um determinado material e “sai” criando uma “aura” de influência e essa aura interage com outras. A energia elétrica, que transita pelos fios das instalações de nossas casas, também cria campos e podemos verificar isso onde haja energia.

Tudo o que falamos até o momento acontece fora de nós, mas vamos passar do âmbito da nossa pele para dentro; ou seja, para dentro do nosso corpo. O que faz os nossos músculos funcionarem são os comandos eletroquímicos. Somos, em suma, um laboratório eletroquímico, assim como nossos pensamentos, nossas emoções, digestão etc.

Somos uma usina de energia: quando enxergamos uma cor do nosso agrado, nosso ser, sem intermediários, reage bem a ela, com sensações agradáveis, transmitidas por mensagens eletroquímicas para todo o nosso organismo.

Bom, aí é que está o ponto: sendo o nosso corpo movido por energias incessantes, podendo ser qualificado como “usina”, conclui-se que então também geramos campo energético. Se continuarmos a reflexão, quando estamos muito felizes, criamos um “campo” em nossa volta, digamos, positivo, pois, relembrando, nossos pensamentos geram energia eletroquímica. Portanto, dependendo do padrão de pensamento, podemos criar um campo positivo ou negativo, decorrente da qualidade de nossos pensamentos e emoções. É um fato já muito conhecido que quando pensamos positivamente, estamos felizes, nossa bioquímica fina estimula nosso sistema imunológico, ficamos mais relaxados, nos sentimos melhor e, inclusive, nos relacionamos melhor.

Nosso campo de energia não é ficção, nem tampouco sua ação sobre o ambiente e aqueles que nos cercam. O valor ou qualidade dos nossos pensamentos é fundamental para nós mesmos e para os outros.

Adoro ir buscar bases na física, ou na química, ou nas ciências, porque através de exemplos simples podemos ver, pelo raciocínio reflexivo, o poder que temos e muitas vezes não o utilizamos ou não valorizamos.

Há um movimento de integração entre as ciências, pois há uma busca de reconectar as partes, recompondo o todo. A fragmentação ou a especialização fazem sentido para melhor estudarmos um determinado assunto, para nos debruçarmos, mas logo precisamos devolver as constatações ao todo para fazer sentido e mesmo para uma conclusão completa.

O movimento de integrar os conhecimentos de física, química, medicina, matemática, filosofia, psicologia, etc., vem colaborar com a expansão do nosso conhecimento e, sobretudo, com a melhor compreensão de nós mesmos no nosso contexto.

Assim somos nós. Podemos nos ver separados do ambiente, do clima emocional do grupo, mas na realidade não estamos cientes de nosso poder de interferência. Podemos agir positivamente e criativamente para gerarmos campos positivos e construtivos.

Difícil? Acredito que não. É só prestarmos atenção e fazer disso um exercício, capitalizando melhor para nós e os outros a energia positiva.

O Feng-Shui faz esta alquímica integração em sua análise da pessoa e do ambiente, busca soluções para harmonizar céu e terra, levando em conta a abissal profundidade e complexidade humana e as relações estabelecidas entre o micro e macrocosmo.

Designer de Interiores, consultora de Feng Shui e Light Designer.

www.alldesign.arq.br

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