Escrito por Lílian de Almeida P. B. Sá
Nesses dias de outono, acordei com esta frase (Você já brincou hoje?) pairando sobre minha cabeça...
Logo pensei: eu, brincar? Mas, como? Tenho muitas atividades para fazer hoje... Arrumar a casa, cuidar das plantas, ir ao mercado, enfim, estas são algumas das nossas infindáveis tarefas cotidianas. E depois, que maluquice, brincar me parece; é coisa de criança, não é mesmo?
É verdade, só que me esqueci de um fato importantíssimo...
Dentro de mim, dentro de todos nós, habita uma criança que gosta de brincar, e de nos ajudar a ver a vida de uma forma mais divertida, com direito a andar descalço, brincar de bola, comer pipoca, tomar sorvete de chocolate, ouvir uma bela história, dar boas risadas, e simplesmente ser...
Muitas vezes, não conseguimos encontrá-la, pois ela está escondida dentro de nossa própria história, através do medo e das feridas da nossa alma. Porém, é necessário olharmos para ela e acolhê-la com amor, respeito e profunda compreensão, já que a vida é tecida por infinitas tramas de nosso ser-adulto e de nosso ser-criança.
Sendo assim, sentei-me no chão e comecei a me deliciar com as cores dos lápis, a fazer alguns desenhos, a “inventar estórias com bonecas”, e a me deleitar com este tempo de brincadeiras, que na verdade não é o tempo do relógio que conhecemos... É um tempo de sermos nós mesmos, íntegros, espontâneos e livres...
Assim, por algumas horas, entreguei-me a este momento, e percebi a grandeza de ter em meu ser uma eterna criança...
No último fim de semana de maio, comemora-se o Dia do Brincar, e eu desejo profundamente, que você leitor, convide o ser brincante que mora em seu interior a mergulhar nas boas brincadeiras da vida.
Seja feliz!
“Na roda do mundo, mãos dadas aos homens,
Lá vai o menino rodando e cantando
Cantigas que façam o mundo mais manso
Cantigas que façam à vida mais doce
Cantigas que façam o homem mais criança”.
Thiago de Mello
Pedagoga e Psicopedagoga
Formação em Pedagogia Waldorf, Arte-Educação e Socioterapia