A arte da aprendizagem

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“Aprender supõe reconhecer-se criatura – criadora – autora”.

Souza

Há algum tempo venho refletindo e dialogando comigo mesma sobre algumas percepções que permeiam a arte de aprender...

Enquanto busco estas reflexões, percebo que estes aprendizados me convidam a re-significar minha experiência como profissional, e sobretudo como ser humano...

Aprender para mim significa conhecer o novo, enfrentar desafios, experimentar sensações diversas como o medo, a alegria, a insegurança, o prazer, dentre outros aspectos.  Ao pensar sobre isso, busco relembrar coisas que aprendi na vida, até mesmo na infância, por intermédio de outras pessoas, como por exemplo; quando comecei a andar, a brincar, a falar, a ler, etc, ainda coisas que aprendi sozinha, enfim, e outras inúmeras experiências que me tornaram a pessoa que eu sou hoje...

Lembro-me da primeira vez, que andei de bicicleta aos sete anos de idade, com a ajuda de uma amiga, me senti muito vitoriosa com este belo aprendizado. Recordo-me da minha escola e das boas lições que ela me proporcionou, das aulas de piano que adorava, da riqueza dos livros de estórias infantis, da primeira faculdade que realizei, de alguns cursos que fiz, dos filmes que vi, do livro que leio nos últimos dias, e das novas idéias que penso acrescentar nesse texto...

Aprender traz um impulso libertador, ou seja, nele revela-se uma força invisível que nos faz participar da trama da vida, e nos encoraja a percorrer o caminho de ser.

Creio ser interessante relembrar estas imagens, reencontrá-las, e assim podermos compreender os processos que circundam as infindáveis aprendizagens que vamos tecendo ao longo da vida, e talvez desta maneira também compreender com o que há de mais genuíno em nós, como nossas crianças também tecem os seus próprios fios em relação à arte de aprender.

Observem as crianças quando aprendem algo, elas irradiam beleza, pureza, força criativa...

Segundo Fernandez, (1991) “aprender é apropriar-se da linguagem, é historiar-se, recordar o passado para despertar o futuro; é deixar-se surpreender pelo já conhecido. Aprender é reconhecer-se, admitir-se. Crer e criar. Arriscar-se a fazer dos sonhos textos visíveis e possíveis.”

Percebo cada vez mais, que a arte da aprendizagem nos convida humildemente a participarmos da essência da vida, pois nestes encontros podemos nos conectar com a vivência de sermos nós mesmos, autores, aprendizes da autonomia - em verdade, é possível vivermos sob uma perspectiva mais humana.

Que neste ano de 2009 cultivemos passos frescos rumo a novas aprendizagens, e nos apossemos da força criadora que está em nosso favor. Desta forma, imbuídos da energia divina, tenhamos um desejo suficientemente forte para sermos eternos aprendizes da vida!

Feliz caminho!

Pedagoga e Psicopedagoga

Formação em Pedagogia Waldorf, Arte-Educação e Socioterapia

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