Escrito por Luiz Roberto de Souza Queiroz
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A ficha
Nome popular: Borboleta-rabo-de-andorinha
Nome científico: Parides ascanius
Onde vive: vive nas praias do Estado do Rio
O que come: a trepadeira Aristolochia macroura
Quanto mede: 10 centímetros
Esta borboleta de asas branca, rosa e negra foi o primeiro inseto brasileiro ameaçado de extinção.
A borboleta é tão bonita que já em 1775 os cientistas a estudaram, publicaram sua descrição em livros e os museus conseguiram o inseto para suas coleções, mas sempre morto, porque viva a borboleta-rabo-de-andorinha é raríssima.
O azar da borboleta é que a única planta que serve de alimento para sua lagarta é uma trepadeira que nem tem nome popular, só científico, Aristolochia macroura. Essa plantinha nascia nos terrenos baldios de Copacabana, do Leme, que hoje não existem mais, e nas áreas alagadas do Estado do Rio, que foram sendo aterradas e descaracterizadas.
Atualmente, só na Reserva Biológica de Poço das Antas, onde é preservado o mico-leão-dourado, há algumas dessas borboletas, e alguns entomólogos tentam com algum sucesso sua criação em cativeiro, a partir do cultivo da planta-alimento.
Na natureza, formigas predam os ovos da borboleta e as lagartas que nascem 20 dias após da postura com 1,5 milímetros de comprimento. As lagartas que conseguem crescer tecem um casulo para a metamorfose. No fim de um mês, nasce a borboleta, que tem como único inimigo o homem, pois as cores de suas asas são um símbolo, no mundo animal, de que a borboleta é venenosa e por isso ela é poupada pelos passarinhos.
Fonte: 100 Animais Brasileiros Publicados no Estadão