Escrito por Luiz Roberto de Souza Queiroz
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A ficha do bicho
Nome popular: Cisne-de-pescoço-negro
Nome científico: Cygnus melancoryphus
Onde vive: Chile, Argentina, Rio Grande do Sul
Quanto mede: 1,20 m
Quanto pesa: Até 5,3 quilos
O que come: Sementes, folhas, larvas, crustáceos
Filhotes: Põe até 12 ovos num colchão de folhas que serve de ninho, onde choca por 28 dias
Esse é o único cisne originário do Brasil e no passado os grandes bandos dessa ave voavam do Rio Grande do Sul até São Paulo, mas hoje o cisne-de-pescoço-negro está se tornando raro. O que afetou sua população não foi a caça, mas a destruição do habitat, banhados e brejos onde vivia. Eles estão sendo drenados para a formação de pastos ou então transformados em plantações de arroz.
A ave não corre perigo de extinção, todavia, porque se dá bem em cativeiro, reproduz com facilidade e como os pais são dedicados, carregando os cisnezinhos recém-nascidos nas costas, quase todos os filhotes sobrevivem. Por ser extremamente bonito, há muita gente criando esse cisne, que fica manso, como nos lagos do zoológico de São Paulo, onde deixam as pessoas chegar perto.
As asas do cisne-de-pescoço-negro são curtas, por isso ele tem dificuldade de alçar vôo e, quando finalmente decola, voa barulhentamente. Ele também não gosta de andar no seco, com suas perninhas curtas, feitas especialmente para nadar. É na água que essa grande ave se sente à vontade. Os bandos de cisnes pousam tanto em lagoas como no mar e ficam em longas filas indianas. Se alguém chega perto, os cisnes se afastam em formação, sem desmanchar a fila.
Fonte: 100 Animais Brasileiros publicados no Estadão