Escrito por Tesouros da Terra – Minerais e Pedras Preciosas – Globo / Editoria Planeta SA
Ficha técnica
Grupo: silicatos
Sistema cristalino: cúbico
Fórmula química: Fe3Al2(SiO4)3
Dureza: 7 – 7,5
Densidade: 4,1 – 4,3
Clivagem: não tem
Fratura: concóide
Cor: vermelha
Cor do traço: branca
Brilho: de vítreo a graxo
Fluorescência: não tem

Características
Em comum com todas as granadas, a almandina integra o grupo dos silicatos. É um silicato de ferro e alumínio.
Os cristais de almandina pertencem ao sistema cúbico – o mesmo sistema do sal comum (halita) -, porém muitas vezes aparecem com contorno de doze lados (dodecaédrico). A almandina costuma ser opaca ou transparente. O brilho varia do vítreo ao graxo (ceroso). As almandinas translúcidas são raras e têm alto brilho.
A almandina registra de 7 a 7,5 na Escala de Mohs de dureza, um grau idêntico, portanto, ao das outras granadas. Porém ela costuma ser considerada o integrante mais duro do grupo (uma das limitações da Escala de Mohs é a quase impossibilidade de medir as diferenças muito pequenas de dureza com precisão).
Embora a almandina não tenha clivagem, sob pressão algumas espécies apresentam um plano de divisão.
A almandina parte-se de modo desigual quando atingida por instrumento cortante, podendo deixar um padrão externo semelhante ao de uma concha.
Origens
A granada almandina é encontrada no mundo todo, em rochas metamórficas de grau médio. Milhões de anos atrás, as rochas metamórficas eram sedimentares ou ígneas, mas foram alteradas com o correr do tempo pelo calor, pela pressão e, às vezes, pela adição e/ou subtração de materiais estranhos. Essas alterações afetam tanto a estrutura quanto a textura das rochas em questão.
A almandina costuma ocorrer em formações rochosas contendo boas quantidades de manganês metálico, mesmo que o manganês não integre a gema.
Também pode ocorrer, ainda que com menos frequência, em granitos e pegmatitos, bem como em áreas pequenas, restritas (zonas de contato), próximas a intrusões ígneas e em depósitos aluvianos arenosos, onde em geral assumem a forma de pedregrulhos arredondados ou grãos.
Os principais depósitos de almandina estão na Austrália, no Brasil, na Índia, Madagascar, Sri Lanka e Tanzânia. Os maiores cristais foram descobertos em North Creek, estado de Nova Iorque, EUA. As granadas estreladas – ou seja, espécimes que apresentam asterismo – são encontradas em várias partes, mas as melhores vêm de Idaho, Estados Unidos. Existem depósitos inferiores na Áustria, Groenlândia, Itália, na Zâmbia e nas Terras Altas da Escócia.