Escrito por Tesouros da Terra – Minerais e Pedras Preciosas – Globo / Editoria Planeta SA
Ficha técnica
Grupo: óxidos
Sistema cristalino: ortorrômbico
Fácies ou hábito: tabular
Fórmula química: BeAl2O4 com Cr, Fe
Dureza: 8,5
Densidade: 3,73
Clivagem: distinta
Fratura: concóide (em forma de concha)
Cor: verde-avermelhada, pleocróica
Cor do traço: branca
Brilho: vítreo intenso
Fluorescência: ausente

A alexandrita foi descoberta na Rússia há menos de duzentos anos. Tem uma surpreendente capacidade de mudar de cor e de filtrar raios perigosos e luz ultravioleta. A alexandrita é uma gema ‘mágica’. Muda de cor sob luzes diferentes, desde o verde-amarelado até o vermelho. Já foi uma pedra da moda, mas hoje, pela escassez das jazidas e por sua capacidade de filtrar raios cósmicos danosos, é utilizada principalmente, e a um custo alto, na construção de janelas de espaçonaves.
Características
A alexandrita é uma variedade de um mineral comum chamado crisoberilo, que geralmente se apresenta nas cores amarela e verde pálidas. A palavra ‘crisoberilo’ vem da palavra ‘amarelo’ em grego. Assim se diferencia a alexandrita de outros tipos de crisoberilo:
- tem cor mais brilhante.
- localiza-se em depósitos muito mais velhos. O crisoberilo é em geral encontrado em granito, e a alexandrita em rochas antigas, ou metamórficas.
- seus cristais são grossos e redondos, enqunto que os do crisoberilo são normalmente achatados.
- a alexandrita tem a propriedade única de mudar de cor. O crisoberilo não.
A mais impressionante mudança de cor ocorre sob luzes diferentes. À luz do dia é verde-amarelada, e com luz artificial, vermelha. Isso se deve à presença de cromo e ferro no cristal da alexandrita.
Origens
A alexandrita foi descoberta no vale do rio lekaterimburgo, nos montes Urais, em depósitos de rochas de granulação grossa, que de início se pensou conterem esmeraldas.
A maior parte das jazidas de alexandrita dos Urais foi explorada, e as fontes originais estão esgotadas.
Como é muito dura e resistente ao vento e à chuva, a alexandrita às vezes pode ser encontrada em depósitos aluvianos. Esses são os lugares para onde os rios e córregos transportaram a alexandrita, depois de suas rochas de formação terem sido fragmentadas pela erosão. Pequenas jazidas desse tipo podem ser localizadas no Sri Lanka, em Myanma (ex-Birmânia) e no Brasil.
Não há nenhuma outra gema que se assemelhe à alexandrita.