Escrito por Antônio Carlos Tórtoro
Durante as férias escolares, pude ler um livro que me foi dado de presente por um dos casais de pais fascinantes, cujo filho foi atendido por mim, um Orientador Educacional, no decorrer do ano letivo.
Logo na dedicatória, uma mensagem de incentivo, de agradecimento, reconhecimento e carinho.
Nas cento e setenta páginas que se seguem, encontramos uma fonte de informações que interessam aos pais, aos professores da pré-escola, do ensino fundamental, médio e universitário, aos psicólogos, aos profissionais de recursos humanos, aos jovens e a todos os que desejam conhecer alguns segredos da personalidade e enriquecer suas relações sociais.
Estou falando do livro “Pais brilhantes/ professores fascinantes”, Editora Sextante, de Augusto Cury, psiquiatra, cientista, diretor da Academia da Inteligência, mostrando que, para fazer a diferença, temos de adquirir os sete hábitos dos pais brilhantes e dos professores fascinantes. Além disso, ele chama a atenção para os sete pecados capitais dos educadores, ensinando dez técnicas pedagógicas que podem revolucionar tanto a sala de aula quanto a de casa.
É interessante o texto que revela, partindo do princípio de que o registro na memória é involuntário, que a emoção determina a qualidade do registro, que a memória não pode ser deletada, que o grau de abertura das janelas da memória depende da emoção, e que não existe lembrança pura.
Baseado no que ele chama de síndrome SPA (Síndrome do pensamento Acelerado) ele busca explicar as causas (e sugerir soluções práticas e objetivas) de um dos mais sérios problemas enfrentados por professores na sala de aula: os alunos que se agitam na cadeira, mantêm conversas paralelas, não se concentram, mexem com os colegas, ou seja , que assumem esses comportamentos na tentativa de aliviar a ansiedade gerada pelo SPA.
Segundo ele, “A maior conseqüência do excesso de estímulos da TV é contribuir para gerar a SPA. Nunca deveríamos ter mexido na caixa preta da inteligência, que é a construção de pensamentos, mas, infelizmente, mexemos. A velocidade dos pensamentos não poderia ser aumentada cronicamente. Caso contrário, ocorreria uma diminuição da concentração e um aumento da ansiedade. É exatamente isso que está acontecendo com os jovens. A ansiedade da SPA gera uma compulsão por novos estímulos”.
Nas mensagens aos pais, parceiros dos professores na fantástica empreitada da educação, o autor sugere que, no relacionamento com seus filhos, ensinem a pensar, doem seu próprio ser, nutram a personalidade, preparem-nos para o fracasso, dialoguem como amigos, contem histórias e nunca desistam: ele propõe sermos (pais e professores) poetas na batalha da educação e nos instiga a enxergar um tesouro soterrado nas rústicas pedras do coração dos nossos alunos e filhos.
No momento atual, em que muitos acreditam que a informatização das escolas e a educação via Internet são trunfos principais da educação, Cury conclui: “os computadores não conseguem ensinar a sabedoria, a solidariedade e o amor pela vida, os professores são os alicerces das profissões e o sustentáculo do que é mais lúcido e inteligente entre nós. O pouco de luz que entra na sociedade vem do coração dos professores e dos pais que arduamente educam seus filhos”.
Patrono da Cadeira no. 40 da ARE