Escrito por Mariza Helena Ribeiro Facci Ruiz
Janeiro
Neste ano que se inicia. Nesta época em que todos se sentem tão solitários e se perguntam sobre o valor das coisas materiais, ficamos nos perguntando: que mensagem enviar? A de realizações muitas, a de muito dinheiro no bolso, saúde para dar e vender? Até poderia ser, mas veio a nossa mente o centenário de nascimento de dois grandes homens já falecidos, cujas mensagens nos pareceram ser de louvor a vida e a tudo que ela possa nos trazer. O primeiro, Joseph Campbell, foi um dos maiores estudiosos de mitologia. Ao debruçar-se sobre as mitologias dos diferentes povos ele observou o quão semelhantes eram umas das outras, observou mais, que os diversos símbolos que povoam os mitos conduzem a uma consciência de quem somos, de nossa própria natureza. Os mitos, segundo ele, são sonhos do mundo e nos conduzem a uma experiência espiritual. Através deles percebemos que fazemos parte de um universo pulsante e dançamos a dança da vida, cada um no seu ritmo, porém todos dançarinos, cujo objetivo é apresentar a própria coreografia da melhor forma possível e preparar-se para a última apresentação tão perfeita e adequadamente quanto nos apresentamos para a primeira.
Dizia também, que o que procuramos não é um sentido para a vida e, sim, uma experiência de estarmos vivos de modo que todas as experiências no físico tivessem ressonância interior. Embora tivesse transitado por diferentes formas de abordar a divindade ele não possuía como crença um Deus específico e sim, através das várias máscaras de Deus, percebia e acreditava no transcendente. O segundo, Pablo Neruda, é um dos poetas mais conhecidos do mundo. Transitou entre experiências de morte e de vida, sem jamais perder o contacto com a natureza que o cercava. Ninguém cantou como ele o Chile, que era a sua pátria. Ninguém sentiu como ele a experiência de estar vivo. Como Campbell, Neruda tinha um vasto conhecimento universal, mas não era o intelecto que o prendia! Ambos observavam os sinais, um através dos mitos, outro através da poesia!
Fevereiro
E já que é de novo carnaval, falemos de um mestre das marchinhas carnavalescas: Lamartine Babo. Ele e seu humor impecável. Alguém que conseguia gracejar mesmo quando o foco era ele. Magrinho, magrinho, uma vez quando apresentado a um admirador como sendo “o grande Lamartine em carne e osso” respondeu que na verdade era em osso, osso, só! Seu Lalá, como era chamado reunia em sua produção dois extremos: a sátira e o sentimental. Em “marchinha do grande galo” de 1938 ele fala de uma dona que certa vez gritou, acordando toda gente e o marido irritado imitando o cocorococó de um galo alegou que o galo naquele dia era ele. Em “eu sonhei que tu estavas tão linda” ele exercita o mais puro romantismo relatando um sonho em que sua amada estava tão linda em uma festa de raro esplendor, usando um vestido de baile todo branco. Em “Linda morena” ele satiriza seus próprios sentimentos quando diz que a linda morena é quem o faz penar, porém o coração da moça é uma espécie de pensão, de pensão familiar, à beira mar. Lamartine Babo encarnava algo que é muito comum a nós brasileiros: a capacidade de conservar o humor a despeito das adversidades. O carnaval é um grande exemplo desta capacidade. Bom divertimento a todos!
Março
A Páscoa foi a principal festa judaica. No Antigo Testamento ela anuncia a libertação dos hebreus pelo faraó do Egito, através de um ritual de imolação de um cordeiro sem mancha, o cordeiro que tira os pecados do mundo como o faria Jesus posteriormente no Novo Testamento. Ambos os cordeiros passam por um ritual de sangue e perdem sua vida em prol de um novo estado de coisas: o dos hebreus construir um novo mundo coeso, imbuído da liberdade e da fé em seu Deus; o de Cristo permitir uma nova concepção de humanidade: a baseada no amor incondicional pelo outro.Trata-se de transformação em dois momentos diferentes. No primeiro a mudança envolve uma raça; somente os adeptos de Jeová serão salvos; no segundo todo membro da raça humana é bem-vindo.
Vamos então aproveitar o que Jesus nos proporcionou e comemorar a Páscoa como o advento da divindade em nossos corações impelindo-nos a amar o próximo o mais próximo possível de nós mesmos.
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Não poderíamos deixar de falar do Jornalista Lúcio Mendes que foi nosso colaborador no Peregrino. Em seus escritos sempre havia mensagens sobre a passagem pela terra e após ela, partidário que era da doutrina espírita. Em fevereiro nos deixou, porém estamos certos de que em algum lugar há de estar continuando seu trabalho e é desta forma que pretendemos lembrar dele. Ele mesmo dizia que quando se fosse queria que pensassem nele de forma diferente e que não utilizassem os recursos de praxe uma vez que a flor murcha, a vela acaba e a lágrima seca.
Maio
Karol Wojtyla foi assunto primeiro nas manchetes de jornal. Seu longo papado terminou de forma impressionante.Tudo já foi dito a respeito. Já temos novo papa. Novo momento inicia-se para a católica igreja. Porém, João Paulo II ficará em nossa mente para sempre. Sua imagem de dor nos lembrará o que realmente significa abdicar do ego e encarnar a própria missão na Terra. O homem forte, atlético e de sorriso algo maroto que assumira o papado em 1978, símbolo de vigor, termina seu reinado reduzido fisicamente, porém um gigante em espírito. Seu rosto na janela depauperado, sua necessidade de trazer a mensagem divina até seu último momento, toca todos nós. Nós que estamos acostumados a reverenciar as boas formas, a juventude a beleza, que fingimos ser eternos fomos capazes de encarar aquele homem de inteireza, capazes de entender que vida e morte andam juntas, fomos capazes de encarar seu rosto e seu sacrifício como exercício do sagrado.
Junho
É mês de festas juninas. Parece que elas têm origem no século XII, lá na França. Comemorava-se o dia mais longo do ano que é 22 ou 23 de junho. Tratava-se de uma festa pagã e que posteriormente foi adquirindo contornos do catolicismo. Sejam quais forem as transformações porque passou o modelo original o certo é que festa junina é uma delícia. Quadrilhas, bandeirolas coloridas, mastros, pau-de-sebo, batata-doce, bolo de fubá, pé-de-moleque. É bom demais, sô!
Comemoramos três santos. Em 13 de junho - Santo Antônio, conhecido como um santo casamenteiro. Em 24 de junho - São João. Contam que Nossa Senhora e Santa Isabel eram primas, se gostavam muito e costumavam freqüentar a casa uma da outra, porém moravam longe. Santa Isabel estava grávida de João Batista e tendo-lhe perguntado Nossa Senhora de como saberia quando o bebê tivesse nascido, ela respondeu que faria uma grande fogueira e que dependuraria em um mastro uma boneca. Nas festas de São João usam-se os mastros e as fogueiras. Finalmente em 29 de junho - São Pedro, aquele que detém as chaves das portas do céu.
Aqui vai uma cantiga de roda conhecida como “Capelinha de Melão” onde se cantam as quadras com as crianças de mãos dadas em roda e uma no centro vendada . Ao terminarem as quadras, a roda pára e uma delas se aproxima da que está no centro e pergunta: “Quem sou eu?” Se for reconhecida substituirá a do centro, em caso contrário reinicia-se a brincadeira sem nenhuma mudança.
Capelinha de Melão
Capelinha de melão
É de São João
É de cravo, é de rosa
É de manjericão
São João está dormindo
Não me houve, não
Acordai, acordai
Acordai São João
Julho
Depois de muito trabalhar, da correria absurda, do relógio-guia-diretor a gritar em nossos ouvidos: ande, é tempo, é hora. Depois do fatigar do corpo que não mais se sente. Do bloquear da mente ao que não seja dever, chegam as tão merecidas férias! Nosso direito ao descanso após um ano de labutar. Normalmente, um mês de folga, quem sabe nem tanto, podem ser quinze dias ou talvez uma semana para os viciados no trabalho.
E, pasmemos: não conseguimos nos livrar da pressa. São malas para fazer. Corre-se de lá, corre-se de cá. Para os não muito abastados há a preocupação com dinheiro, para os que dele não carecem, há a preocupação de como vão se apresentar, se estarão próprios, se devem usar este ou aquele tipo de roupa, se devem fazer assim ou assado. As férias não trazem, então, o merecido descanso, mudamos apenas de espaço, mas continuamos escravos do tempo e do dever. Apaziguamento da mente, nem pensar! Repouso para o corpo? Muito pouco.
Talvez, quem sabe, se vivêssemos o momento intensamente. Se nos movimentássemos em direção à alegria, ao prazer de apenas ser, de apenas sentir! Todos os dias. Não importa se por instantes fugidios. Descansando os olhos nos olhos do outro. Descansando o corpo, sentindo-o parte por parte. Provando das frutas, imbuídos de suas cores e sabores. Relaxando e sentindo. Para que as grandes ou pequenas férias sejam a extensão dos tantos momentos vividos!
Momentos
Jair Ianni do livro Ecos no Outono
...consumidos
em chamas fugitivas
na febre do inesquecível...
Tempos
Que abrasaram meu peito
De inusitada alegria...
Que importa a era
o século, o minuto
O tempo é fugaz,
Implacável
Mudo
Num momento intenso da vida
É que se vive tudo
Setembro
Este jornal tem uma preocupação: a de falar sobre coisas positivas. Acreditamos de fato que a harmonia é algo que pode ser resgatado mesmo nas situações mais terríveis. Acreditamos que valores positivos não são uma falácia. A falácia é do domínio dos valores negativos.
E o que são valores positivos, perguntaremos, nesta época de confusão total? Muito perigoso é que comecemos então a pensar no quão relativas são as coisas e a confundir o que de fato é com o que vai sendo transformado pelos muitos interesses.
Bem, seja o que for que se entenda por valor, não podemos negar algo inquestionável: dentro de nós existe um elemento regulador que busca pela paz, pelo amor, pela ausência de violência, pela retidão, pela verdade. Fala-se dessas coisas desde sempre.
Por isso, sempre que eu me deparar com outro ser como eu, membro desse planeta, chamado Terra, e eu o olhar nos olhos e me dispuser a vê-lo como alguém semelhante a mim, possuidor da mesma centelha divina que me foi presenteada por algo que me transcende, não me será possível enganá-lo, não me será possível pensar nele como alguém a quem lesar materialmente. Nada poderei tirar dele que não esteja me afetando também. Assim como nada poderei tirar da natureza de forma a prejudicá-la que não me prejudique também.
Muitos argumentarão que é muito difícil pensar assim. Que chega a ser ingênuo. Afinal, há os que já se acostumaram com a sujeira, há os que tendem a procurar nela um motivo, há os que riem de suas próprias calças borradas.
Pois é, podemos optar por valores que lutam para sair de dentro de nós. Podemos começar por dizer não ao que fere, ao que desrespeita nosso irmão. Podemos pensar não só no futuro próximo, mas naquele que desejamos para as próximas gerações. Poderemos pensar que nosso tempo de vida é extremamente curto e que devemos e podemos ser exemplo de integridade. Se acreditarmos numa vida futura, poderemos pensar em que bagagem levaremos para outro lado. Se formos julgados por algo superior a nós, não haverá mensalão que nos salve e certamente um Land Rover a levar-nos para o céu não tornará nossos juízes mais complacentes. Se formos julgados por nossa consciência, e mais cedo ou mais tarde, seremos, não haverá lugar para onde ir nem buraco algum para se esconder seja lá que modelito Daslu tenhamos comprado.
Não se enganem. O harmônico reside dentro de nós. As estórias falam disso, os mitos falam disso, as tradições religiosas veiculam isso. Vamos começar, portanto, a extrair de dentro de nós lindas pérolas cultivadas. Para que não nos tornemos porcos e chafurdemos na lama.
Outubro
Era uma vez... Assim começam as estórias. Situam-se no tempo do sempre, são eternas porque tratam de coisas que sobrevivem em nós, valores eternos, tesouros dos mais preciosos. É por esta razão que gostaríamos de presentear as crianças neste mês de outubro com uma estória. Presentear não só as crianças de verdade, cronologicamente crianças, mas as crianças que habitam cada coração de adulto, a criança que jamais morre dentro de nós.
Uma senhora viúva morava com seus três filhos e os sustentava tecendo lindos brocados que vendia para sobreviver. Eram tão lindos seus desenhos que pareciam reais. Um dia quando ela foi vendê-los no mercado, viu um brocado que representava uma bela casa, cercada por magnífica paisagem. Ela ficou tão impressionada que trocou seus brocados por aquele e voltou para casa. Ela disse aos filhos que adoraria morar em um lugar como aquele. Os mais velhos não tomaram conhecimento, mas o mais novo incitou-a a tecer um brocado lindo em que fosse desenhado o lugar de seus sonhos. Assim fez ela e deixou de sustentá-los. Vivia apenas para seu magnífico brocado. Os filhos mais velhos queixaram-se muito e o mais novo passou a trabalhar para o sustento da casa. A mãe tecia, tecia e quando ficou pronto, o desenho era de uma beleza extrema. Os riachos tinham sido regados pelas lágrimas da pobre mulher, as lágrimas de sangue tinham propiciado o nascimento do sol e de várias flores rubras. A casa tinha paredes verdes, as árvores estavam carregadas de frutos. Três anos ela passara a tecer aquela maravilha. Para melhor examinar a obra, ela a levou para fora. Ao levantá-la um vento soprou forte e a levou pelos ares. A pobre viúva fica desesperada e pede aos filhos que encontrem o brocado. Os dois mais velhos falham na missão. Eles não têm coragem de enfrentar os perigos e não querem fazer sacrifício algum para ajudar a desconsolada mãe. O mais novo resolve tentar, ele ouve os conselhos de uma velha que aparece em seu caminho, arranca dois dentes seus e coloca-os na boca de um cavalo de pedra. O cavalo transforma-se em um corcel que o conduz a uma montanha de fogo sobre a qual a velha lhe falara e da qual ele não deve encolher-se. Ele não treme ao cruzar montanhas de gelo e finalmente chega à montanha do sol onde encontra várias fadas a copiar o brocado se sua mãe. As fadas terminam de copiar o brocado e o devolvem a ele. A fada mais nova borda nele sua própria imagem. Retorna ao lar não sem antes passar pela montanha de gelo, pela montanha de fogo e enfrentar novamente seus perigos. Reencontra a velha conselheira que retira os dentes da boca do cavalo re-transformando-o em pedra. Segue viagem e entrega o brocado à sua mãe. Ela se levanta com cuidado, pois estivera muito doente e o contempla à luz do sol. A brisa estende o brocado até que ele cubra toda a aldeia e tudo se transforme no cenário tecido pela viúva. A fada da Montanha do Sol também aparece já que havia deixado sua imagem no brocado e se casa com o irmão mais novo. E todos ficam felizes para sempre...
Nota: Adaptação da história “O brocado maravilhoso” – (China)
Novembro
Referendo diz o dicionário: é o direito que os cidadãos têm de se pronunciarem diretamente a respeito das questões de interesse geral.
Pensamos que para se manifestar a respeito de questões de interesse geral devem elas ser formuladas de maneira clara. Não foi o que aconteceu durante a divulgação do referendo - “O comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil?”. No domingo, dia 23 de outubro finalmente votamos. O resultado de acordo com o TSE foi de 36,6% para o SIM, 63,94% para o NÃO, 1,39% BRANCOS e 1,68% NULOS. Interessante é notar que a opção pelo NÃO, não se verificou somente em estados onde se pensa que a violência impera (Acre – SIM 36,06% e NÃO 83,76%), mas, também em estados do Sul (Santa Catarina – SIM 23,36% e NÃO 76,67%). O que aconteceu? Sabemos que armas de fogo são péssimas em qualquer situação e que em sã consciência ninguém há de optar por elas.
A população optou, portanto, pela manutenção do comércio de armas de fogo e munição, não só porque a violência em alguns estados é maior, não só porque em alguns locais é o bandido quem dita as regras e, sim porque a palavra justiça tornou-se sinônimo de conveniência do mais forte.
O cidadão brasileiro talvez não tenha pensado nas armas propriamente ditas, mas, sim no que está sendo divulgado pela mídia, na sensação de impotência diante da crise política, no sentimento de ter sido enganado e abandonado em um País onde há dificuldade em se cumprir leis. Talvez a manutenção das armas simbolize a segurança desses cidadãos. Talvez ao pensar: “Devo me proteger dos bandidos porque ninguém vai me proteger”, ele esteja estendendo isto a todo tipo de bandido, inclusive aos de “colarinho branco”.
Na verdade fosse qual fosse o resultado final do referendo, não sabemos se o País sairia vitorioso. Quem sabe se nos preocupássemos com as necessidades básicas de todos os cidadãos e de fato agíssemos? Talvez a coisa caminhasse normalmente. Talvez a coisa pública fosse respeitada. Talvez descasos como o da “aplicação” do dinheiro arrecadado do CPMF na área da saúde não se repetissem. Talvez plebiscitos fizessem sentido, se houvesse questões tais como: Políticos devem ter imunidade, ou, devem ser tratados como qualquer cidadão comum, por exemplo, como aquele que recebe o salário mínimo? Políticos que lesam a Nação devem ressarcir os cofres públicos, revertendo as verbas para educação, saúde e saneamento básico?
Dezembro
Um velhinho sai de cena. Vai curvado, apoiado em bengala. Retira-se levando um baú colorido. Lá dentro estão nossos feitos de 2005, nossos êxitos, nossos tropeços. Ele vai gravá-los em algum lugar que não podemos ver, porém que podemos acessar. Lá vai ele devagar. Não é triste sua partida. É hora de ir-se embora. Cumpriu-se o tempo. Antes que se retire totalmente um milagre acontecerá. Um menino Deus nascerá para cumprir o maior destino da história. Ensinará ao mundo o não preconceito, a não violência, o amor universal. Ensinará, principalmente que cada um de nós tem algo a cumprir, que nossa individualidade não nos foi dada de graça e sim para que realizemos algo único dentro deste corpo que nos foi emprestado e nesta arena onde travaremos nossas batalhas. O menino Deus renasce todos os anos, mesmo para aqueles que não acreditam nele como Deus. O Jesus homem nada deixa a desejar para o homem-Deus. Ele antecede o ano-menino que está por vir para que nossa caixinha de feitos seja cada vez mais espelhada em seu exemplo. Ao olharmos para sua trajetória de vida, percebemos que cada um de nós tem dentro de si o que ele ensinou. Em maior ou menor escala, não importa. Como poderia ele ter agido como agiu, ter sofrido o que sofreu se não tivesse certeza de que valeria a pena ter servido de modelo?
Aos leitores e colaboradores desejamos: Boas Festas e um Ano Novo repleto de realizações.