Editorial

PDFImprimirE-mail

Alumiar_Fevereiro12

Calhou que nas últimas semanas atendi pessoas que apresentaram a mesma questão: a dificuldade de dizer não. Algumas por medo de não serem aceitas, algumas por estarem propensas a carregar nas costas mais do que podem suportar, algumas por se sentirem culpadas, outras por dificuldade de discernir, dificuldade de escolher sobre o que de fato querem. De todos os motivos o que mais me chamou atenção, foi a dificuldade de escolha.

Em um mundo onde tudo é permitido, onde os valores se tornaram relativos, onde se torna cada vez mais difícil decidir sobre certo, errado, bem e mal, permissível ou não permissível é preciso muita força de vontade para não se afogar nas inúmeras opiniões externas, nas inúmeras correntes, cada qual puxando brasas para suas gordas sardinhas.  É difícil ser nós mesmos. É difícil ter opinião própria, pois recebemos tantas informações, e são tão taxativas, e são tão bem escritas, e são tão intelectualizadas e são, opiniões de gente tão abalizada, de gente tão bem sucedida! Como podemos lutar contra elas? Se somos do tipo indeciso, como podemos chegar a um acordo? Melhor é sucumbir de uma vez, dizer sim ao que está mais na moda, ao que a maioria parece aceitar.
Porém, pasmem, podemos escolher. Podemos dizer não a uma porção de coisas. Taxativamente, para depois exalar grande suspiro de alívio! Basta que comecemos a nos perguntar: Isto é o que eu quero? Serve pra mim? Vou me sentir bem ao fazer tal coisa? Estou agindo dessa forma por uma crença arraigada e antiga da qual nem me dei conta? Estou agindo assim somente para agradar fulano e beltrano? Estou agindo assim para que as pessoas gostem de mim? Realmente acho que o que vou fazer é o melhor? Sinto-me aliviado ao pensar no que vou fazer?
É preciso fazer muitas perguntas, não para os outros, para nós mesmos. É preciso respondê-las com a cabeça e também com o coração. Assim descobriremos o que realmente nos faz bem. Assim aprenderemos a dizer sim apenas quando isto for verdadeiro e a dizer não para colocar limites quando necessário for. E migraremos, certamente de vítimas a gestores de nossa própria vida.

Educadora em Florais de Bach e DOULA

Banner
Banner
Banner
Banner