Escrito por Nova Enciclopédia Ilustrada Folha – 1996
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Compositor alemão. Precocemente, sua paixão pelas obras de Shakespeare e Beethoven levaram-no a compor óperas; completou a primeira delas, O Casamento (mais tarde parcialmente destruída), em 1833. O trabalho como regente de coros e como maestro em várias casa de ópera da Alemanha ampliou bastante o seu conhecimento sobre as técnicas operísticas, o que pode ser observado em sua terceira ópera, Rienzi (1840). Esta obra foi rejeitada em Paris, mas recebeu aplausos na apresentação em Dresden (1842). O Navio Fantasma, composto posteriormente, teve menor sucesso em sua estréia, em 1843. Através do Tannhäuser (1844) e Lohengrin (1848), Wagner começou a produzir uma renovação na ópera e a divulgou em uma série de textos. Estas teorias têm sua completa expressão no ciclo de quatro dramas musicais que formam O Anel dos Nibelungos, composto entre 1853 e 1874, do qual fazem parte O Ouro do Reno, A Valquíria, Siegfried e O Crepúsculo dos Deuses. Baseados na saga dos Nibelungos, foram apresentados como um ciclo pela primeira vez em 1876, na inauguração de Bayreuth, a casa de ópera que Wagner projetou para atender a seus ideais dramático-musicais. Devido ao seu estilo de vida extravagante, tal projeto só se tornou possível em virtude da generosidade do rei Ludwig II, da Baviera, e da inquestionável devoção de sua segunda esposa, Cosina (filha de Liszt). Neste ínterim, concluiu Tristão e Isolda (1859). A comédia burguesa Os Mestres Cantores (1867), com libreto do próprio compositor, e Parsifal (1882), completam sua obra.