Pau de Fitas

A dança do pau-de-fitas ou dança das fitas é uma dança folclórica coreografada originária da Europa, trazida ao Brasil pelos portugueses e encontrável nas tradições de quase todos os povos do mundo. A coreografia desenvolve-se como uma ciranda de participantes, em número de quatro ou seus múltiplos. Metade das fitas é manipulada por homens e a outra metade por mulheres, que orbitam ao redor de um mastro central (pau) com cerca de 3 metros de altura fincado no chão. O peculiar é que no topo do mastro são presas as pontas de longas fitas coloridas, cuja extremidade pendente é sustentada por cada dançante. Durante a translação em zigue-zague em torno do fulcro central, as fitas vão sendo trançadas, encurtando a parte pendente até que fique impossível prosseguir. Faz-se após o movimento contrário, destrançando as fitas.

Há variações na música e instrumentos por causa da regionalização. São frequentes conjuntos musicais compostos por violão, cavaquinho, pandeiro e acordeão.

Portugal - Chamada de dança das Fitas ou do Mastro faz parte dos festejos da dança de Garvão. Nos Açores é chamada de dança do Cadarço.

Brasil - No Brasil teve grande popularidade durante as festas de Reis, do Divino, do Natal, do Ano-bom. Hoje, embora mais rara, ainda é encontrada em vários pontos do país, recebendo nomes diversos: trancelim (Crato CE) e dança-do-trancelim (região do Cariri, no Ceará), dança-das-fitas (São Paulo), dança-da-trança, dança-do-mastro ou trança-fita (Minas Gerais), vilão (Pernambuco e zona rural de Varginha, MG). Segundo Luís da Câmara Cascudo, é também conhecido como trançado, engenho ou moinho. Também chamada jardineira e trança esta dança se disseminou nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, dançada especialmente durante festejos de origem açoriana, gaúcha, alemã e festas juninas. Em Santa Catarina é sempre precedida pela jardineira; no Rio Grande do Su1 é dançada juntamente com a jardineira e o boizinho. No Rio Grande do Norte aparece no final do bumba-meu-boi, com o nome de engenho-de-fitas. Na Amazônia é parte da dança-do-tipiti.

Texto da capa do Alumiar – Edição de março de 2011.

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