Samba

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As raízes do samba foram fincadas em solo brasileiro na época do Brasil Colonial, com a chegada da mão-de-obra escrava em nosso país. O samba surgiu da mistura de estilos musicais de origem africana e brasileira. O termo samba é de origem africana e tem seu significado ligado às danças típicas tribais do continente.

É tocado com instrumentos de percussão acompanhados por violão e cavaquinho. Geralmente, as letras de sambas contam a vida e o cotidiano de quem mora nas cidades, com destaque para as populações pobres. O primeiro samba gravado no Brasil foi ‘Pelo Telefone’, no ano de 1917 cuja letra foi escrita por Mauro de Almeida e Donga.

Tempos depois, o samba toma as ruas e espalha-se pelos carnavais do Brasil. Neste período, os principais sambistas são: Sinhô Ismael Silva e Heitor dos Prazeres.

Na década de 1930, as estações de rádio, em plena difusão pelo Brasil, passam a tocar os sambas para os lares. Os grandes sambistas e compositores desta época são: Noel Rosa autor de ‘Conversa de botequim’; Cartola de ‘As rosas não falam’; Dorival Caymmi de ‘O que é que a baiana tem?’; Ary Barroso de ‘Aquarela do Brasil’; e Adoniran Barbosa de ‘Trem das Onze’.

Os tipos de samba mais conhecidos são os da Bahia, do Rio de Janeiro e de São Paulo.

No Rio de Janeiro, o samba está ligado à vida nos morros, sendo que as letras falam da vida urbana, dos trabalhadores e das dificuldades da vida de uma forma amena e muitas vezes com humor.

Entre os paulistas, o samba ganha uma conotação de mistura de raças. Com influência italiana, as letras são mais elaboradas e o sotaque dos bairros de trabalhadores ganha espaço no estilo do samba de São Paulo.

 

Samba-canção: Surge na década de 1920, com ritmos lentos e letras sentimentais e românticas. Exemplo: Ai, Ioiô (1929), de Luís Peixoto.

Samba-enredo: Surge no Rio de Janeiro durante a década de 1930. O tema está ligado ao assunto que a escola de samba escolhe para o ano do desfile. Geralmente segue temas sociais ou culturais. Define toda a coreografia e cenografia utilizada no desfile da escola de samba.

Samba-exaltação: Com letras patrióticas ressalta as maravilhas do Brasil, com acompanhamento de orquestra. Exemplo: Aquarela do Brasil, de Ary Barroso gravada em 1939 por Francisco Alves.

Samba de gafieira: Foi criado na década de 1940 e tem acompanhamento de orquestra. Rápido e muito forte na parte instrumental, é muito usado nas danças de salão.

Sambalanço: Surgiu na década de 1950 em boates de São Paulo e Rio de Janeiro. Recebeu uma grande influência do jazz. Um dos mais significativos representantes do sambalanço é Jorge Ben Jor,  que mistura também elementos de outros estilos.

Samba de partido alto: Com letras improvisadas, retrata a realidade dos morros e das regiões mais carentes. É o estilo dos grandes mestres do samba. Os compositores mais conhecidos são:  Moreira da Silva, Martinho da Vila e Zeca Pagodinho.

Pagode: Nasceu na cidade do Rio de Janeiro, nos anos 70, e ganhou as rádios e pistas de dança na década seguinte. Tem um ritmo repetitivo, utiliza instrumentos de percussão e sons eletrônicos, e tem letras simples e românticas. Os principais grupos são: Fundo de Quintal, Negritude Jr., Só Pra Contrariar, Raça Negra, Katinguelê, Patrulha do Samba, Pique Novo, Travessos, Art Popular.

Samba carnavalesco: Marchinhas e Sambas para dançar e cantar nos bailes carnavalescos como: Abre alas, Apaga a vela, Aurora, Balancê, Cabeleira do Zezé, Bandeira Branca, Chiquita Bacana, Colombina, Cidade Maravilhosa entre outras.

Samba de breque: Este estilo tem momentos de paradas rápidas, onde o cantor pode incluir comentários, muitos deles em tom crítico ou humorístico. Um dos mestres deste estilo é Moreira da Silva.

Dia Nacional do Samba: 2 de dezembro.

Texto da capa do Alumiar – Edição de fevereiro de 2011.

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